Shalom conquistadores,
No texto de Êxodo 4:21-23, descreve-se o início da primeira Páscoa.
“E disse o Senhor a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo.
Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito.
E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei a teu filho, o teu primogênito.”
 (ÊXODO 4:21-23)
Esta foi a orientação do Senhor a respeito de Moisés, em relação à sua missão de libertar os filhos de Israel do Egito, do cativeiro, do aprisionamento da escravidão e da pobreza do Egito. A missão de Moisés tinha como perspectiva fazer todos os milagres necessários para quebrantar o coração de faraó e, assim, tirar os filhos de Israel desta escravidão desse cativeiro e desse aprisionamento, para que os filhos de Israel pudessem se mover em liberdade em direção à promessa, em direção ao futuro.
Toda esta missão de redenção, de resgate e de libertação foi marcada pelo memorial e pela festa da Páscoa, que em hebraico é “Pêssach” e significa passagem, pular, passar por cima, saltar por cima. É a travessia do cativeiro para a liberdade, em direção à promessa, em direção ao futuro, e assim aconteceu. Deus endureceu o coração de Faraó, e por 10 vezes manifestaram-se intervenções do Senhor com 10 sinais, 10 milagres, cada uma das 10 intervenções foram demonstrações do poder de Deus sobre um determinado principado que operava no Egito.
Por fim, Deus havia dito que, em caso se Faraó recusasse a saída dos filhos de Israel do Egito então, o juízo final seria a morte do primogênito de Faraó e assim aconteceu, contudo neste dia memorável neste dia da saída dos filhos de Israel do Egito foi estabelecido um memorial perpétuo. Nesse último juízo, estava passando o espírito de morte sobre o Egito, mas o espírito de morte não entrou nas casas dos filhos de Israel; ele saltou, ele pulou, ele passou por cima pois nas casas dos filhos de Israel havia um sinal, o sangue nos umbrais das portas, o sangue do Cordeiro. E todas as casas e todos os filhos de Israel foram preservados neste último juízo, e Deus os tirou do Egito.
“E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel.
E ao primeiro dia haverá santa convocação; também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós.
Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo.
No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde.
Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra.
Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos.
Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa.
Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã.
Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir.
Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre.
E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto.
E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este?
Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.”
 (ÊXODO 12:14-27)
Fica determinado que este acontecimento deveria ser celebrado como estatuto perpétuo.
Aleluia, este memorial, esta celebração da saída dos filhos de Israel do Egito é a Páscoa, o sacrifício é a Páscoa, redenção, libertação e resgate. Ao nos movermos em liberdade em direção às promessas, em direção ao nosso futuro, em direção ao nosso destino profético, sabemos que isto é resultado da Páscoa. E tudo isso chega na sua plenitude com Jesus, pois Jesus Cristo é Cordeiro da Páscoa.
“Purificai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.
Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.” 
(1 CORÍNTIOS 5:7-8)
Sim, com os asmos da sinceridade e da verdade, a obra de Jesus Cristo quando Ele morre na cruz, Vertendo o Seu sangue, quando Ele é sepultado e quando Ele ressuscita dos mortos nós, chegamos na plenitude da Páscoa.
“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (JOÃO 1:29)
“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” (1 JOÃO 1:7)

“O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor.” (COLOSSENSES 1:13)
Enquanto os filhos de Israel saíram do cativeiro, da opressão, da escravidão, da pobreza do Egito em direção às promessas, em direção à sua herança seu destino, nós somos libertados dos cativeiros da morte do inferno, do império das trevas. Este é o movimento de liberdade em direção à Terra de Canaã, o seu futuro em Cristo Jesus. Nós temos a Redenção, nós temos a libertação do Império das trevas em direção ao Reino de Deus, aleluia, nós temos o perdão dos pecados, nós temos a purificação dos pecados.
Aleluia, portanto, o fato de Jesus ter morrido na cruz, derramado o Seu sangue, como diz as Escrituras, tendo sido sepultado e ressuscitado dos mortos, somos libertos do inferno, nós somos libertos do pecado, nós somos libertos da morte.
Aleluia, que extraordinária é a celebração da Páscoa. Paulo diz para celebramos a festa porque ela foi estabelecida para sempre com o mesmo significado, sem restrições; é a nossa libertação do pecado para a vida eterna e para fazermos parte do Reino de Deus, aleluia.
Celebração de Pêssach é um memorial, é uma festa para sempre, O Eterno nos ensinando o que nós precisamos aprofundar. Aprofundar assim como uma cebola que tem camadas, também no nosso interior, temos camadas e, periodicamente, precisamos ir removendo essas camadas – é certo que isso é extremamente importante. Que o poder da ressurreição seja renovado e poderosamente transformador em nós, nossas casas, nossas cidades e nossa nação.
“Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos.”(ROMANOS 6:8)

Jesus, o Cordeiro sem mácula, morreu e ressuscitou e com Ele nós morremos e ressuscitamos.
Feliz Festa da Páscoa. Diga a Faraó: “Deixe o meu povo ir para que me sirva diz o Senhor”; “Somos redimidos pelo sangue de Jesus e tirados das mãos dos inimigos”; “Somos redimidos pelo sangue de Jesus, o Cordeiro da Páscoa, e perdoados e purificados de todos os pecados”; “Somos redimidos pelo sangue do Cordeiro e libertos de todo o cativeiro da escravidão para nos mover em liberdade, em direção as promessas, em direção ao nosso futuro em Deus, no poder da ressurreição, em nome de Jesus.​”

 

 

Daniela e Adriano José
Apóstolos